Homilia Especial – Natal do Senhor

Homilia Especial – Natal do Senhor

 

Dia do Natal de Jesus Cristo: um novo ponto de partida!

O Fr. Ermes Ronchi ajuda-nos a introduzir a maravilha da solenidade do Natal de forma orante e poética: “Naquela noite, o significado da história tomou outra direção: Deus para com a humanidade, o grande em direção aos pequenos, do céu para baixo, de uma cidade na direção de uma gruta, do templo para um campo de pastores de ovelhas. A história começa novamente a partir do último”.

O Natal é a festa da novidade, da inversão de todos os significados. O Evangelho de João também se abre como grande poesia que tem como ponto de partida “o princípio”, não tanto como dado histórico, mas relacional: na origem está o coração da Trindade, o Pai e o Filho e o Espírito. O nascimento de Jesus ilumina o ponto de partida de toda a vida divina e o destino para o qual caminhamos – de Deus, com Deus e para Deus – a partir de Jesus Cristo e no Espírito Santo. A humanidade é o lugar escolhido por Deus para amar e habitar: “e o Verbo se fez carne…”.

1ª leitura (Is 52,7-10)
Salmo 97
2ª leitura (Hb 1,1-6)
Evangelho (Jo 1,1-5.9-14)

Em Jesus, a carnalidade ganhou outro sentido e encontrar a Deus é acolher o Verbo de Deus!
A relação com Deus, no Filho e pelo Espírito, abre uma espécie de nova biografia cristã, marcada pelo relacionamento. Se ele nasce no meio de nós, nossa responsabilidade passa a ser viver em conformidade com um Deus exageradamente amoroso e generoso. Tudo que fere a dignidade humana fere a Deus e, por isso, merece atenção no amadurecimento da fé.

A encarnação é a festa da responsabilidade pelo outro, da acolhida aos sofredores, do toque nas feridas do mundo para que este possa tomar consciência de que continua a ser o lugar preferido de Deus. Se, em mais um ano, podemos celebrar o Natal de nosso Senhor, isso significa que o Reino de Deus, anunciado e testemunhado em todo o Evangelho, está mais perto de acontecer: “E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la” (v. 5).

Em meio ao desânimo e ao sofrimento do povo exilado, o profeta Isaías anunciou o futuro em que “Deus reina”. A força de Deus arrancará o povo do exílio para uma vida nova, de salvação, de redenção e de paz. Em Jesus Cristo, a esperança permanece para todos os tempos. Ele, “o esplendor da glória do Pai”, vindo morar na humanidade como o “Verbo feito carne”, é a consolação nos sofrimentos e a segurança para um futuro melhor.

Com a liturgia tomada de poesia, também chamamos Rainer Maria Rilke, um gigante das palavras, para celebrar este dia do nascimento do Salvador: Não fosse a tua simplicidade, como poderia acontecer o que agora ilumina a noite? Vê: o Deus que trovejava sobre as nuvens faz-se benigno e vem ao mundo em ti. Imaginavas que ele fosse maior? O que é a grandeza? Através de toda a matéria que atravessa, segue o seu destino. Nem uma estrela tem igual caminho. Vês, estes reis são grandes, mas rastejam diante de ti.

priscila

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